
Amigos leitores,
acabei há uns dias de ler a fabulosa autobiografia do Slash, antigo guitarrista dos Guns n' Roses e Slash's snakepit e actual guitarrista dos Velvet Revolver. Devo-vos dizer que é magnifico. Para quem gosta de ouvir histórias relacionadas com as estrelas e o mundo do sexo, drogas e rock n' roll. Este homem desfrutou demasiado do estilo de vida que lhe foi oferecido e sobreviveu a excessos para nos contar num livro de fácil leitura.
Para quem quer desvendar segredos como:
- O processo pelo qual o baterista Steven Adler foi demitido;
- O que aconteceu para que Izzy Stradlin tivesse deixado os GN'R;
- Contos fantásticos sobre o mau feitio de Axl Rose;
- Descrição da manifestação em St. Louis;
- O trabalho de Slash com Michael Jackson, Lenny Kravitz entre outros;
- O abuso de drogas que o obrigou a usar um pacemaker;
- e muito mais ....
"Revelações bombásticas de ex-Guns n' Roses saíram ontem a público.Slash, ex-guitarrista dos Guns n' Roses e actual dos Velvet Revolver, vai editar a sua autobiografia e já está a causar polémica. Alguns excertos de Slash: The Autobiography foram ontem tornados públicos e fazem jus ao mote Sexo, Drogas e Rock&Roll. Desde o vício da cocaína, ao caso com a actriz pornográfica Traci Lords, aos favores sexuais das groupies e à paranóia que o fez comprar um arsenal de armas, está tudo lá.
Entre os excertos que vieram a público pode ler-se a seguinte confissão: «Aquela cena de Hollywood era a mesma de sempre e à medida que eu ia ficando mais conhecido menos gostava dela. A série de 'amigos' que queriam festejar comigo tinha quadriplicado, por isso fiquei inteiramente isolado; olhando para trás, faz todo o sentido ter-me deixado seduzir por uma zona confortável chamada heroína. Não queria ir a bares de strip ou procurar gajas boas ou aproveitar-me do meu novo estatuto. Só queria ficar em casa do Bill e drogar-me. Acabou por ser o início de uma longa e terrível obsessão com a heroína, que se prolongou entre 1989 e 1991».
Sobre a relação que manteve com Traci Lords, Slash diz o seguinte: «Traci não queria ser vista comigo em público; se fossemos a algum sítio onde alguém poderia estar a prestar atenção ela fazia-me entrar depois dela e encontrar-me com ela como se fosse acidental (...) Pelo que percebi, ela queria manter o low profile porque não queria ser exposta como uma groupie ou uma daquelas actrizes pornográficas com quem os tipos como eu saíam».
No excerto disponibilizado pode também ler-se a descrição da paranóia que o guitarrista desenvolveu (por causa das drogas) relativamente ao filme Predador , com Arnold Schwarzenegger. O músico achava que estava a ser perseguido pelo predador e acabou por comprar um avolumado arsenal de armas."
Eu volto em breve,
Middlefinger
Entrevista com Slash
Musica do "Padrinho" ao vivo
Guns n' Roses & Lenny Kravitz "Always on the run"
Slash & Michael Jackson
Guns n' Roses & Elton John
Episódio que deu origem à manifestação de St.Louis
6 comentários:
Ai os bons tempos que ouvia os Guns'n'Roses... "Patience" é uma das minhas minhas músicas mais tocadas ainda no meu iTunes.
E os Use Your Illusion 1 e 2, contêm lá imensas canções de eleição (Estranged, Coma, Get In The Ring, Don't Cry (lamechas mas fixe), etc...).
Foi pena eles terem todos se desentendido. Até porque nunca mais sai o tão famoso-prometido álbum (chinese sei quê) há mais de uma década...
Adorava-os mas o hard-rock de cabeleira farta acabou (perdeu vida) quando o grunge dos Nirvana tomou o mundo de assalto. Nirvana... que saudades também... caramba que ficava aqui a comentar quase em loop...
Bom artigo sobre o Slash!
Sim senhor,
és um verdadeiro fã de Guns n' Roses. Um verdadeiro fã diferencia-se dos outros quando perguntam as musicas preferidas toda a gente diz "Sweet child o'mine", "november rain", "knockin' on heavens door", "don't cry", com isto não quero dizer que não são boas.
Tu e bem escolheste algumas das verdadeiras musicas de Guns como a Coma e a Estranged que tem o riff de guitarra mais lindo que já ouvi (grande Slash).
Quanto ao novo album, estou num misto de curiosidade e desprezo. Curiosidade pois é Guns, desprezo porque não são os verdadeiros Guns.
É verdade o Grunge veio virar tudo, mas parece-me que as fartas cabeleiras estão para voltar, ou esperemos que sim, depois do degredo que foi o nu-metal e os seus Limp Bizkit. tenhamos fé.
Um grande abraço,
middlefinger
Puxa!
Pensas parecido comigo... as mesmas opiniões do nu-metal e tudo.
As faixas maiores dos Use Your Illusion, com 9 e 10 min são normalmente as melhores. Essas que referi (Coma e Estranged). juntamente com a Breakdown e a Civil War são faixas de respeito mesmo.
Eles sempre fizeram música boa até se perderem com o sucesso.
O Chinese Democracy vai ser um flop pela expectativa de mais de 10 anos e porque a banda que o fará não é a mesma do passado exactamente como disseste.
Como alternativo apreciei imenso o tempo psicadélico dos Pink Floyd. Actualmente Spiritualized, Radiohead, The Verve, em tempos The Can, Velvet Underground, The Cure, etc.
Mas os meus gostos andam principalmente nas electrónicas como Portishead (sou um dos muitos órfãos do trip-hop) e semelhantes.
Adorova indie: Tindersticks, Cousteau, muitas do Flaming Lips, The White Stripes, etc... etc... etc...
A pop também faz umas coisitas mas não me prende (só a dos anos 80)
Subscrevo tudo o que disseste até ao "como alternativo apreciei imenso ... Pink Floyd..." pois eu depois de me ter fascinado com Guns n' Roses por volta dos meus 10 anos, comecei a partir dai e com os anos a passar a virar para uma vertente mais rispida com o limite superior talvez no death metal, mas continuo a gostar de um bom rock n' roll, e gosto de algumas coisas de outros estilos, acho engraçado algumas coisas de massive attack, gosto de algumas coisas mais MTV como o justin timberlake pela grande voz e a alicia keys, mas são musicas, não me conseguem fascinar como album que é onde o metal se distancia.
Quanto ás bandas que falaste nunca fui muito nessa onda, mas foi mais por falta de curiosidade do que outra coisa, não posso dizer que não gosto porque não conheço o suficiente para criticar, sem ser os Pink Floyd ("Wish you were here" é uma grande malha) e White stripes (com a "seven nation army") é o que posso dizer que ouvi, pareço os gajos que disse há pouco sobre Guns que só gostam da "november rain" e tal ...:)
É uma questão de ouvir um album inteiro e ver se gosto.
Um grande abraço,
Middlefinger
Exactamente Middle... nada como ouvir um album inteiro.
Eu nunca fui muito com as cenas do metal mas há por lá várias coisas muito boas. Eu sempre tive gostso ecléticos mas adorei sempre o psicadelismo dos Pink Floyd (os tempos iniciais). Os Pink Floyd têm várias fases mas passaram do psicadelismo para rock progressivo e nos últimos tempos uma espécie de space rock só. É a minha banda favorita de sempre.
É claro, que fez-me apreciar mais bandas neo-psicadélicas, comecei nos góticos The Cure para ir fundo para os Spacemen 3 e Spiritualized, The Verve, Radiohead, Deus, The Flaming Lips, etc.
E com isso o arrasto para o indie: até aos Velvet Underground, The Can, Sonic Youth, etc...
para The Cure recentemente The White Stripes
O mais próximo que estive do metal foi com o grunge, o hard-rock não é metal (o nu-metal não valorizei assim muito mas tem coisas boas também mas aborrece).
Há varios estilos na música alternativa (metal, indie, electronica, ec) mas é sempre interessante ter gostos que não sejam só o que nos é imposto a gostar (MTV, radio, etc) por só darem os escolhidos.
É verdade o nu-metal apesar de ter sido uma constante repetição da mesma sonoridade e de ter atingido o fundo do poço com limp bizkit, ainda teve umas coisas boas, linkin park ainda faz hoje em dia umas coisas engraçadas, se bem que a sonoridade está um pouco diferente. Korn, se bem que Korn nunca se encaixou na verdadeira mistura de hip-hop com metal e mesmo os limp bizkit tiveram singles agradáveis, o problema foi a sobre-exploração do estilo.
Mas lá está é a industria a tentar sacar o seu.
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